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  Poema En la boca del lobo (en portugués)  
 
Leer Na Boca do lobo
Pedro Juan Gutiérrez

Alguns dos meus melhores amigos
os mais honrados e honestos
se suicidaram
não resistiram à avalanche
Algumas de minhas mulheres
as mais doces e suaves
agora são ácidas e corrosivas
Estou na boca do lobo
e não sei o que fazer
Tento ganhar tempo
Será o instinto de sobrevivência
O fantasma de Kaváfis
Os influxos da lua
Escuto os cantos gregorianos
no crepúsculo
com um copo de run na mão
e um cigarro / e observo o mar
O asco e a merda se dissolvem
na luz dourada
E minha mulher / que limpa a casa
alienada de tudo
me diz não bebas sozinho
me prepara uma dose
põe limão e mel de abelha

©Pedro Juan Gutiérrez
©de la Trad. Paulo Sandrini

Este poema pertenece al libro Yo y una lujuriosa negra vieja. También fue publicado en el libro No tengas miedo, Lulú. Esta traducción al portugués fue realizada por Paulo Sandrini a partir de este poema, a partir del publicado encastellano en la revista mexicana Blanco Móvil, de Eduardo Mosches, y presentado en el blog del traductor el 28 de marzo de 2010. También puede leerse en esta web en castellano e italiano.

   
     
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